Duas amigas, uma arquitecta e a outra nem por isso, juntam-se para partilhar a paixão comum por
boa arquitectura e design com uma pitada de fotografia e DIY. Tudo em três minutos ou menos.

 

16/11/2014

Decorar uma divisão: regras base

Decorar um divisão pode ser um dom para alguns, mas para muitos é uma tarefa difícil e aterradora.
Se como eu pertence ao segundo grupo, fique a saber que a verdade é que colocamos espectativas demasiado elevadas, temos tendência a pensar demais e no final nada nos parece agradar.
Por isso eu sigo algumas regras básicas na decoração de uma divisão, ou de todas elas!

Escolha uma côr neutral. O branco e o preto são as mais óbvias, mas hoje em dia o cinzento é uma côr muito em voga. Use e abuse da côr neutra escolhida:

via villa extramuros

via desire to inspire

Utilize uma segunda côr contrastante para os pequenos detalhes. Assim irá quebrar a monotonia e trazer vida ao espaço. Eu, pessoalmente, adoro que as cores contrastantes sejam o mais que possível e, preferencialmente garridas!

via villa extramuros
via remodelista
via desire to inspire
Coloque algo pessoal e único na decoração. Uma fotografia, uma pintura, uma ampliação de uma imagem ou até uma pequena colecção de objectos pode trazer a individualidade e personalidade que muitas vezes faltam numa divisão.

via a beautiful mess
via that nordic feeling
via l'ouvrier
via houzz
Lembre-se: menos é mais! Por isso, se quase no final parece estar incompleto... experimente retirar algo e maravilhe-se com o resultado.

Marta.



12/11/2014

O Moderno [cada vez mais] Escondido

Aquando de uma recente viagem a Trás-os-Montes, tive a possibilidade de testemunhar um extraordinário exemplo de urbanismo e arquitectura modernistas portugueses dos anos 50, que Michele Cannatà e Fátima Fernandes, do atelier Cannatá e Fernandes, designaram como “Moderno Escondido” (uma investigação que resultou numa exposição e na edição do livro “Moderno Escondido: Arquitectura das Centrais Hidroeléctricas do Douro 1953-1964: Picote, Miranda, Bemposta”, FAUP Publicações, 1997).


Estalagem para Pessoal Dirigente, recuperada para Pousada 
por Cannatà e Fernandes. Foto platform[az]©
O Complexo Habitacional de Picote, edificado por ocasião da construção das centrais eléctricas do Douro, é da autoria dos arquitectos Archer de Carvalho, Nunes de Almeida e Rogério Ramos, formados na ESBAP, e pretendia ser uma “cidade ideal”, uma cidade nascida do zero, com as infra-estruturas necessárias para ser um sistema auto-suficiente para 4000 mil pessoas.

Casa do Pessoal Dirigente. Foto platform[az]© 
O complexo reflecte as influências modernistas contemporâneas de Le Corbusier e a aplicação dos pressupostos da Carta de Atenas, e o seu cruzamento com a cultura portuguesa e incluiu uma zona com habitações para operários, uma escola, uma igreja, um centro comercial, casas para o pessoal dirigente e uma pousada.

Capela. Foto platfom[az]©
Pousada. Foto platform[az]©
Pousada. Foto platform[az]©
Na minha visita, tive total acesso às Casas do Pessoal Dirigente. Estas encontravam-se abandonadas e, sem qualquer intervenção prevista, continuarão o seu natural (ou por vezes, artificial) processo de degradação. Não obstante, é ainda visível a qualidade dos materiais utilizados: madeiras maciças, azulejos, pedra, entre outros.

Casa do Pessoal Dirigente. Foto platform[az]©
Casa do Pessoal Dirigente. Foto platform[az]©
Casa do Pessoal Dirigente. Foto platform[az]©
Casa do Pessoal Dirigente. Foto platform[az]©
Na filmagem Ruínas de Portugal – O Moderno Escondido (da RR Produções, com imagem de Manuel Barreto e edição de Rui Gonçalves) pode ver-se a já avançada degradação do local.
Casa do Pessoal Dirigente. Foto platform[az]©
Casa do Pessoal Dirigente. Foto platform[az]©
O Empreendimento Hidroeléctrico do Douro Internacional, Picote (1958) está actualmente classificado como CIP – Conjunto de Interesse Público.

Trás-os-Montes revela muitas preciosidades, umas mais, outras menos escondidas.
Boa viagem!

Ana

09/11/2014

Cabanas no Rio

Com vistas espectaculares, a pouco mais de uma hora a sul de Lisboa e a 5 minutos da praia da Comporta, estas cabanas com cerca de 14m2 cada, albergam numa um quarto e casa-de-banho com duche (interior e exterior) e na outra a sala e uma pequena cozinha equipada para preparar refeições ligeiras. Há ainda um pequeno alpendre que permite apreciar a fantástica vista sobre o rio Sado.
Ninguém diria que outrora foram cabanas usadas por pescadores… O projecto de recuperação e reinterpretação das Cabanas no Rio teve lugar em 2013 com a assinatura dos arquitectos Aires Mateus recorreu inteiramente à reutilização de madeira, incluindo parte da mobília. A montagem das cabanas foi realizada em estaleiro, tendo sido depois transportadas por meio de camião até ao seu local definitivo.
A madeira está completamente exposta à intempérie, algo que para Aires Mateus significa não a degradação da estrutura mas uma alteração natural da sua identidade.
Resta apenas acrescentar que é possível pernoitar nestas cabanas e que são certamente um bom complemento a esta zona do país, marcada pelas praias de extenso areal, o vinho, a gastronomia e a observação de Golfinhos, Cegonhas e Flamingos.

Marta.












Fotos por Nelson Garrido

07/11/2014

Meia Tigela

Numa escapadinha de fim-de-semana dei por mim na zona das Caldas da Rainha. O Meia Tigela fica no coração desta cidade e foi, confesso, uma agradável surpresa.
Imagino o seu sucesso se fosse no coração do Chiado, mas adoro a sua pacatez e simplicidade aqui mesmo. Assim, guarda só para mim e poucos mais todo o seu esplendor: o ambiente, a simpatia, a qualidade da cozinha.
Numa decoração que relembra e muito o estilo nórdico, neste pequeno e despretensioso “gastrobar”, como os próprios se apelidam, todos os detalhes têm uma história para contar... incluindo o sapo muito kitsch na parede!







Marta

P.S. Desculpem as fotos de má qualidade, mas estava sem máquina fotográfica e tive que recorrer ao telemóvel...
 

06/11/2014

Fábrica do Gelado dá mais vida ao bairro dos Anjos


Uma antiga padaria na Rua Forno Tijolo foi renovada e é agora uma gelataria hipster. A recentemente aberta Fábrica do Gelado manteve a aparência e diversos detalhes do anterior estabelecimento: os interessantes azulejos em cor de marfim e em castanho, os balcões de mármore, o pavimento em mosaico hidráulico "fingido" na zona da loja e mosaico hidráulico na zona da fábrica, e algumas das pinturas das paredes.
Azulejos cor de marfim e castanhos

Mosaico hidráulico "fingido"

As obras de renovação tiveram em consideração as premissas da reabilitação, sendo a maioria das alterações reversíveis, e cingiram-se a pequenas modificações por forma a adaptar o espaço a gelataria e cumprir os requisitos da legislação em vigor.

Das pinturas originais, três sofreram trabalhos de limpeza e de recuperação efectuados pela empresa especializada Akto, e onde anteriormente se encontravam as restantes pinturas, podem agora ver-se trabalhos que identificam o métier e as sócias da Fábrica do Gelado, tendo estes sido realizados pela dupla de ilustradores Colectivo Francês

Ilustrações do Colectivo Francês
O espaço permite a permanência de somente algumas pessoas e, tendencialmente, compra-se o gelado e aproveita-se o bom tempo para o comer no exterior da loja. No entanto, existem dois bancos para aqueles que gostam de comer relaxadamente o seu gelado, bolo caseiro, chocolate quente ou café Nespresso, os deliciosos produtos que a Fábrica do Gelado vende neste momento.

Caixas para levar para fora 
As duas sócias, as arquitectas Andreia Salavessa, do ateliermob, e Zoraima de Figueiredo, da platform[az], pretendem ajudar a desenvolver o bairro dos Anjos, e, tanto quanto possível, compram produtos localmente. Hélder Costa, tio de Zoraima, com mais de 40 anos de experiência na área, transmitiu os seus conhecimentos às duas sócias. Neste gelado (de tipo italiano) são utilizados apenas ingredientes frescos e este não contém quaisquer aromas ou corantes artificiais. Os sabores, especialmente os de fruta, variam de acordo com a estação, mas os sempre presentes lima-hortelã, maracujá, caramelo salgado e iogurte são deliciosos. O limão, frutos vermelhos, figo, morango e melão não lhes ficam atrás.

18 sabores de gelado



Fiquem atentos: este poderá em breve ser o melhor gelado de Lisboa!

Ana

04/11/2014

Bicicletas como elemento de decoração

Ontem a Ana falou sobre a bicicleta desdobrável da MINI como um obecto de design fantástico. Hoje, eu continuo no tema das bicicletas...
Alguma vez pensou em utilizar uma bicicleta como objecto de decoração? Num ambiente industrial, moderno, hippie-chic ou rural, dentro ou fora de casa, uma bicicleta utilizada como elemento decorativo é um detalhe impressionante e único na decoração de uma divisão!
E vale tudo: pousada, pendurada, desmanchada, de pernas para o ar... O que se quer é imaginação e originalidade!

Marta.

via the dna life
via interior design 2014
via dwell
via garrison hullinger
via cb2
via my scandinavian home
via selectionneurs
via marketplace
via homedit

03/11/2014

Bicicleta desdobrável MINI


Esta bicicleta desdobrável cor de lima da marca Britânica MINI chamou-me a atenção ao visitar a MINI Store da Santogal
via MINI

A semelhança com as bicicletas DAHON intrigou-me, pelo que fui investigar. Resulta que não é uma DAHON, mas quase! De acordo com o Andrew Kim do blog Minimally Minimal, é uma Tern Link Uno com algumas modificações. A Tern foi fundada em 2011 pela ex-mulher e pelo filho do fundador da DAHON... explicando, assim, a semelhança entre as duas.
via MINI

Concebida para caber no porta-malas do MINI, como se pode ver aqui, esta bicicleta com apenas 11 kg, oito mudanças, roda de 20” e quadro em alumínio, é perfeita para quem quer aliar uma  bicicleta prática e de qualidade com um design actual.
via core77

Com esta bicicleta ninguém passará despercebido no meio do trânsito, podendo também optar-se pela versão mais discreta, preta, onde a cor de lima surge apenas na corrente em Teflon© e na campainha.
A MINI tem ainda disponível alguns acessórios funcionais que acompanham o design que caracteriza a marca.
Para aqueles que gostavam de ter uma bicicleta com um design de vanguarda, mas para quem pedalar as colinas de Lisboa não é um desafio interessante, estejam atentos ao blog ;)

Ana