Duas amigas, uma arquitecta e a outra nem por isso, juntam-se para partilhar a paixão comum por
boa arquitectura e design com uma pitada de fotografia e DIY. Tudo em três minutos ou menos.

 

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06/02/2015

Um parque com vista para o Tejo

Após um grande intervalo aqui na blogosfera, trago-vos hoje um exemplo de requalificação de zonas ribeirinhas.
O concelho de Vila Franca de Xira tem-me surpreendido nos últimos anos. Uma das descobertas deu-se na Primavera de 2012: o Parque Linear Ribeirinho do Estuário do Tejo. Com a obra iniciada no final de 2011 e, aquando da minha primeira visita ainda em fase de construção, este pode agora ser usufruído na sua [quase] íntegra.
Localizado na proximidade de zonas industriais, este parque, que requalificou parte da frente ribeirinha, ocupa uma área de 15.5 ha e apresenta diversas opções de lazer e recreio, como trilhos pedonais e cicláveis através de zonas de ribeiras e de valas de drenagem, plataformas para a práctica de pesca, abrigos, zonas de piquenique, um campo de vólei e um parque infantil.
O projecto de paisagismo é da responsabilidade do atelier Topiaris – Arquitectura Paisagista. Quanto ao núcleo construído junto à Praia dos Pescadores, projecto do atelier Difusor de Arquitectura, este apresenta uma solução com contentores marítimos reciclados pintados de branco e parcialmente revestidos com um ripado de madeira. Estes são ocupados pelo Centro de Interpretação Ambiental e da Paisagem (que ainda não se encontra em funcionamento neste local), bem como por um café e por instalações sanitárias.
Um local diferente e muito agradável onde estes soalheiros dias de Inverno, apesar do frio, irradiam uma luminosidade e um brilho sedutores.


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Vídeo do parque filmado com um drone, produzido e editado por João Morgado 

Ana

06/12/2014

BOP | O Copo sempre-em-pé de João Villar

O BOP é um copo bonito, com um design inteligente e é português!
O conceito surgiu em 2009 pela mão de João Villar enquanto aluno do curso de Design, e teve como ponto de partida um copo que não tombasse. O resultado foi um copo em forma de esfera cujo centro de gravidade na base permite que fique sempre em pé. Aliás, o nome vai beber da palavra inglesa Bop Bag, nome dado aos bonecos sempre-em-pé.
Estes objectos artesanais, produzidos na Marinha Grande, são soprados individualmente por um artesão. 
Existem 3 tamanhos: COPO BOP (aproximadamente 20 cl.), COPO MINI BOP (aproximadamente 8 cl.) ou a TIGELA BOPPY (aproximadamente 7 cl.), estas últimas com o mesmo tamanho que os MINI BOP, mas ligeiramente mais abertas.
Os copos BOP estão actualmente à venda através da página de Internet da BOPLAND ou nas seguintes lojas: Hangar Design Store, Original Lisboa, Pátria Interiores, a ELLG Gourmet, Giv Lowe, Rosmaninho, Plátano Decorações, Horto do Campo Grande, a Alma Lusa e a Bairro Arte.
A liberdade na utilização destes objectos impera, desde a sua utilização mais convencional, como copo ou taça, até à sua utilização mais ousada, como porta velas, recipiente para especiarias ou flores secas; ou aquilo que a sua imaginação lhe permitir.
Foi lançada recentemente uma tampa em cortiça, que permite ampliar ainda mais o leque de utilizações do BOP.
Para os que ainda não sabem o que oferecer à família ou aos amigos, aqui fica uma boa ideia!

Ana

Foto via: https://www.facebook.com/thebopland/photos_stream
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Foto via: https://www.facebook.com/thebopland/photos_stream
Foto via: http://www.bopland.com.pt

12/11/2014

O Moderno [cada vez mais] Escondido

Aquando de uma recente viagem a Trás-os-Montes, tive a possibilidade de testemunhar um extraordinário exemplo de urbanismo e arquitectura modernistas portugueses dos anos 50, que Michele Cannatà e Fátima Fernandes, do atelier Cannatá e Fernandes, designaram como “Moderno Escondido” (uma investigação que resultou numa exposição e na edição do livro “Moderno Escondido: Arquitectura das Centrais Hidroeléctricas do Douro 1953-1964: Picote, Miranda, Bemposta”, FAUP Publicações, 1997).


Estalagem para Pessoal Dirigente, recuperada para Pousada 
por Cannatà e Fernandes. Foto platform[az]©
O Complexo Habitacional de Picote, edificado por ocasião da construção das centrais eléctricas do Douro, é da autoria dos arquitectos Archer de Carvalho, Nunes de Almeida e Rogério Ramos, formados na ESBAP, e pretendia ser uma “cidade ideal”, uma cidade nascida do zero, com as infra-estruturas necessárias para ser um sistema auto-suficiente para 4000 mil pessoas.

Casa do Pessoal Dirigente. Foto platform[az]© 
O complexo reflecte as influências modernistas contemporâneas de Le Corbusier e a aplicação dos pressupostos da Carta de Atenas, e o seu cruzamento com a cultura portuguesa e incluiu uma zona com habitações para operários, uma escola, uma igreja, um centro comercial, casas para o pessoal dirigente e uma pousada.

Capela. Foto platfom[az]©
Pousada. Foto platform[az]©
Pousada. Foto platform[az]©
Na minha visita, tive total acesso às Casas do Pessoal Dirigente. Estas encontravam-se abandonadas e, sem qualquer intervenção prevista, continuarão o seu natural (ou por vezes, artificial) processo de degradação. Não obstante, é ainda visível a qualidade dos materiais utilizados: madeiras maciças, azulejos, pedra, entre outros.

Casa do Pessoal Dirigente. Foto platform[az]©
Casa do Pessoal Dirigente. Foto platform[az]©
Casa do Pessoal Dirigente. Foto platform[az]©
Casa do Pessoal Dirigente. Foto platform[az]©
Na filmagem Ruínas de Portugal – O Moderno Escondido (da RR Produções, com imagem de Manuel Barreto e edição de Rui Gonçalves) pode ver-se a já avançada degradação do local.
Casa do Pessoal Dirigente. Foto platform[az]©
Casa do Pessoal Dirigente. Foto platform[az]©
O Empreendimento Hidroeléctrico do Douro Internacional, Picote (1958) está actualmente classificado como CIP – Conjunto de Interesse Público.

Trás-os-Montes revela muitas preciosidades, umas mais, outras menos escondidas.
Boa viagem!

Ana

09/11/2014

Cabanas no Rio

Com vistas espectaculares, a pouco mais de uma hora a sul de Lisboa e a 5 minutos da praia da Comporta, estas cabanas com cerca de 14m2 cada, albergam numa um quarto e casa-de-banho com duche (interior e exterior) e na outra a sala e uma pequena cozinha equipada para preparar refeições ligeiras. Há ainda um pequeno alpendre que permite apreciar a fantástica vista sobre o rio Sado.
Ninguém diria que outrora foram cabanas usadas por pescadores… O projecto de recuperação e reinterpretação das Cabanas no Rio teve lugar em 2013 com a assinatura dos arquitectos Aires Mateus recorreu inteiramente à reutilização de madeira, incluindo parte da mobília. A montagem das cabanas foi realizada em estaleiro, tendo sido depois transportadas por meio de camião até ao seu local definitivo.
A madeira está completamente exposta à intempérie, algo que para Aires Mateus significa não a degradação da estrutura mas uma alteração natural da sua identidade.
Resta apenas acrescentar que é possível pernoitar nestas cabanas e que são certamente um bom complemento a esta zona do país, marcada pelas praias de extenso areal, o vinho, a gastronomia e a observação de Golfinhos, Cegonhas e Flamingos.

Marta.












Fotos por Nelson Garrido