Duas amigas, uma arquitecta e a outra nem por isso, juntam-se para partilhar a paixão comum por
boa arquitectura e design com uma pitada de fotografia e DIY. Tudo em três minutos ou menos.

 

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02/03/2015

Cacifos para os sem-abrigo em Arroios

É simples, útil e, muito importante, solidário.
Hoje falo-vos de designers "invisíveis", daqueles que não fazem parte das redes mainstream.
Através de uma iniciativa da Associação Conversa Amiga (ACA), Lisboa viu no final de 2014 instalados os primeiros cacifos solidários, ou cacifos para sem-abrigo. Instalados no Largo de Arroios, estes cacifos metálicos de cor amarela pretendem oferecer alguma qualidade de vida, através da possibilidade de guardarem os seus pertences, àqueles cujo dia-a-dia se desenvolve sem a figura da “casa”. O equipamento foi executado pela empresa especialista em mobiliário urbano Cabena e financiado pela Câmara Municipal de Lisboa.

Ana

Foto via www.greensavers.sapo.pt
Foto via www.studioroulette.pt
Foto via www.greensavers.sapo.pt
Foto via www.greensavers.sapo.pt
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06/02/2015

Um parque com vista para o Tejo

Após um grande intervalo aqui na blogosfera, trago-vos hoje um exemplo de requalificação de zonas ribeirinhas.
O concelho de Vila Franca de Xira tem-me surpreendido nos últimos anos. Uma das descobertas deu-se na Primavera de 2012: o Parque Linear Ribeirinho do Estuário do Tejo. Com a obra iniciada no final de 2011 e, aquando da minha primeira visita ainda em fase de construção, este pode agora ser usufruído na sua [quase] íntegra.
Localizado na proximidade de zonas industriais, este parque, que requalificou parte da frente ribeirinha, ocupa uma área de 15.5 ha e apresenta diversas opções de lazer e recreio, como trilhos pedonais e cicláveis através de zonas de ribeiras e de valas de drenagem, plataformas para a práctica de pesca, abrigos, zonas de piquenique, um campo de vólei e um parque infantil.
O projecto de paisagismo é da responsabilidade do atelier Topiaris – Arquitectura Paisagista. Quanto ao núcleo construído junto à Praia dos Pescadores, projecto do atelier Difusor de Arquitectura, este apresenta uma solução com contentores marítimos reciclados pintados de branco e parcialmente revestidos com um ripado de madeira. Estes são ocupados pelo Centro de Interpretação Ambiental e da Paisagem (que ainda não se encontra em funcionamento neste local), bem como por um café e por instalações sanitárias.
Um local diferente e muito agradável onde estes soalheiros dias de Inverno, apesar do frio, irradiam uma luminosidade e um brilho sedutores.


Foto platform[az]
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Vídeo do parque filmado com um drone, produzido e editado por João Morgado 

Ana

17/12/2014

A Versatilidade do Microcimento

Fui convidada pela Nanocrete a participar num workshop sobre o microcimento Microcrete e, como no 351 Design Street temos um gosto particular por betão (a Marta fez um post sobre este material que pode ler aqui) e as suas múltiplas utilizações, aceitei o desafio.
O microcimento, que consiste numa mistura de cimento aluminário e refractário, dióxido de silícios e aditivos especiais, possibilita resultados minimalistas que se assemelham ao cimento alisado e é actualmente muito procurado para imprimir notas de contemporaneidade à arquitectura e ao design.
Aliando a estética e a funcionalidade à rápida aplicação, este material torna-se numa boa escolha para renovar espaços onde se pretende substituir o pavimento ou as paredes sem se retirar o revestimento existente.
Com possibilidade de diversas cores, utilizado tanto em interiores como em exteriores, este material pode ser aplicado sobre as mais variadas superfícies, como a madeira, o MDF, azulejo, tijoleira, ou até mesmo o vidro. Não necessita de juntas de dilatação (excepto quando aplicado sobre um material que ele próprio obrigue a juntas de dilatação) e é resistente a água e a gorduras e têm um peso próprio relativamente baixo.
A versatilidade do material permite que se criem ambientes e peças extraordinárias e são cada vez mais os exemplos da sua utilização: os pavimentos e bancadas de apoio ou de cozinha, como no Restaurante Conceito, no Estoril, ou na 1300 Taberna, no LX Factory, em Lisboa; em instalações sanitárias e até detalhes decorativos, como se pode ver nas letras em baixo-relevo no Hotel Casa do Conto (do colectivo de arquitectos Pedra Líquida) no Porto ou ainda no extraordinário projecto The Initiation, de Wei Yi DesignAssociates.
A Microcrete é uma marca de entre outras no mercado, mas esta, além de dar a oportunidade de participar num workshop onde qualquer pessoa pode aprender mais sobre este produto, pode também gabar-se de ser 100% Portuguesa!

Ana
Hotel Casa do Conto do colectivo de arquitectos Pedra Líquida
Foto FG + SG Via www.yatzer.com 
Restaurante Conceito
Via https://www.caras.sapo.pt


1300 Taberna
Via mesamarcada.blogs.sapo.pt 
Via http://tatianadoria.blogspot.pt
Via www.hotfrog.pt
Via http://forumdacasa.com
The Initiation – Wei Yi Design Associates
Via 
https://www.behance.net/gallery/WEI-YI-DESIGN-ASSOCIATES-THE-INITIATION/10434085  
The Initiation – Wei Yi Design Associates
Via 
https://www.behance.net/gallery/WEI-YI-DESIGN-ASSOCIATES-THE-INITIATION/10434085  
Mostruário de possíveis cores de microcimento
Via http://www.microcementuk.info

06/12/2014

BOP | O Copo sempre-em-pé de João Villar

O BOP é um copo bonito, com um design inteligente e é português!
O conceito surgiu em 2009 pela mão de João Villar enquanto aluno do curso de Design, e teve como ponto de partida um copo que não tombasse. O resultado foi um copo em forma de esfera cujo centro de gravidade na base permite que fique sempre em pé. Aliás, o nome vai beber da palavra inglesa Bop Bag, nome dado aos bonecos sempre-em-pé.
Estes objectos artesanais, produzidos na Marinha Grande, são soprados individualmente por um artesão. 
Existem 3 tamanhos: COPO BOP (aproximadamente 20 cl.), COPO MINI BOP (aproximadamente 8 cl.) ou a TIGELA BOPPY (aproximadamente 7 cl.), estas últimas com o mesmo tamanho que os MINI BOP, mas ligeiramente mais abertas.
Os copos BOP estão actualmente à venda através da página de Internet da BOPLAND ou nas seguintes lojas: Hangar Design Store, Original Lisboa, Pátria Interiores, a ELLG Gourmet, Giv Lowe, Rosmaninho, Plátano Decorações, Horto do Campo Grande, a Alma Lusa e a Bairro Arte.
A liberdade na utilização destes objectos impera, desde a sua utilização mais convencional, como copo ou taça, até à sua utilização mais ousada, como porta velas, recipiente para especiarias ou flores secas; ou aquilo que a sua imaginação lhe permitir.
Foi lançada recentemente uma tampa em cortiça, que permite ampliar ainda mais o leque de utilizações do BOP.
Para os que ainda não sabem o que oferecer à família ou aos amigos, aqui fica uma boa ideia!

Ana

Foto via: https://www.facebook.com/thebopland/photos_stream
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Foto via: https://www.facebook.com/thebopland/photos_stream
Foto via: https://www.facebook.com/thebopland/photos_stream
Foto via: http://www.bopland.com.pt

24/11/2014

O encontro do contemporâneo com o tradicional no Extramuros

De visita ao castelo de Arraiolos, vejo ao longe uma construção branca com alguma dimensão que me chama a atenção. Trata-se da Villa Extramuros, projecto do atelier Voar Arquitectura, nos arredores da vila alentejana de Arraiolos.
Sigo por uma estrada de terra batida até que, por entre um olival, vejo um edifício de dois pisos com uma linguagem assumidamente contemporânea e onde os apontamentos de cortiça reforçam a volumetria das paredes brancas, rasgadas por grandes vãos.
“A arquitectura da Villa, inspirada tanto num “castro” romano como na histórica arquitectura conventual [...] presta homenagem aos materiais emblemáticos do Alentejo: a pedra de mármore, as paredes brancas e a cortiça” refere a página de Internet deste estabelecimento.
Sou simpaticamente recebida por um dos proprietários, oriundo de Paris, que me guia através das áreas comuns: um pátio que, tal como nos claustros conventuais, une os espaços que o circundam; uma sala de refeições; salas de estar; e os cinco quartos que se encontram no piso superior (que não pude visitar visto estarem ocupados).
No exterior, facilmente se absorve e somos absorvidos pela tranquilidade do olival e da piscina de transbordo com vista para o Castelo de Arraiolos.
Interessante é também a estratégia utilizada na decoração, onde se alia o design dos anos 50 até aos dias de hoje, com artesanato local.

Ana

Foto ©Adrià Goula. Via: http://www.archdaily.com/
Foto ©Adrià Goula. Via: http://www.archdaily.com/
Foto ©Adrià Goula. Via: http://www.archdaily.com/
Foto ©Alexandre Gempeler. Via: http://www.wallpaper.com
Foto ©Adrià Goula. Via: http://www.archdaily.com/
Foto ©Alexandre Gempeler. Via: http://www.wallpaper.com
Foto ©Alexandre Gempeler. Via: http://www.archdaily.com/
Foto ©Adrià Goula. Via http://www.wallpaper.com
Foto ©Alexandre Gempeler. Via: http://www.wallpaper.com
Foto ©Alexandre Gempeler. Via: http://www.wallpaper.com
Foto ©Alexandre Gempeler. Via: http://www.archdaily.com

20/11/2014

A Boa Safra e o Design Português na Embaixada

Os banners na fachada não deixam margem para dúvidas: chegámos à Embaixada! 
De iniciativa privada (financiado pela EastBanc de Anthony Lanier), o espaço comecial abriu portas no palacete neo-árabe Ribeiro da Cunha em 2013. O projecto de recuperação combina harmoniosamente a arquitectura actual com o gosto romântico do final do século XIX.
O conceito apresenta-se alternativo às grandes superfícies e às marcas mainstream.
É aqui que encontramos a Boa Safra que, para além de editora, é também uma loja que apresenta peças ecológicas de design originais, muitas pela mão de designers portugueses, como Carlos Aguiar, Daniel Pera, Magda Alves Pereira, Lu Barradas, Luís Porém, Samuel Pereira Pinto ou a MOOD.
Pode ver o catálogo da Boa Safra aqui.
E se gostava de ver realizado um projecto de design seu, mas não sabe como, consulte a Boa Safra através da solução Youdesign e concretize o seu sonho!

Ana

Camiseiro. Design Magda Alves Pereira e Daniel Pera.
Via Design Magazine
Mesa. Design Magda Alves Pereira e Daniel Pera.
Consola. Design Magda Alves Pereira e Daniel Pera.
Via Design Magazine


Banco Zero. Design Luís Porém.










Banco de Três Patas. Design Samuel Pinto.
Via www.noema.pt
Candeeiro Eros. Design Daniel Pereira.
Candeeiro Eros. Design Daniel Pereira.
Candeeiro Woody. Design MOOD.
Candeeiro Woody. Design MOOD.